Clube Europeu - Mogadouro

Virá um dia em que todas as nações do continente, sem perderem a sua qualidade distintiva e a sua gloriosa individualidade, se fundirão estreitamente numa unidade superior e constituirão a fraternidade europeia. Virá um dia em que não haverá outros campos de batalha para além dos mercados abrindo‑se às ideias. Victor Hugo, 1849

2 de agosto de 2009

FESTIVAL DE CINEMA



MIGRANTS EN IMAGES


Equipa maravilha!
(Agrup. Escolas Mogadouro)


Aconteceu e nós estivemos lá!
Não foi o festival de cinema de Cannes, nem de Veneza, nem de Berlim mas poderia ter sido...
Este aconteceu em Guingamp, Bretanha-França, e as estrelas que lá estiveram foram muito superiores àquelas que Hollywood nos vende.
Foram jovens, muito jovens mesmo, de França, Alemanha e Portugal que dinamizaram, realizaram e apresentaram ao público duas curtas metragens soberbas - L'étrangère e Warum?

Subordinado ao tema Migrantes, estes jovens mostraram uma capacidade de trabalho extraordinária, uma dedicação e empenho notáveis, uma reflexão profunda sobre um tema tão actual e dramático como o da descriminação, xenofobia, indiferença.
Através da imagem puderam revelar a sua percepção e sensibilidade em relação a uma realidade que não deixa ninguém indiferente. Exprimiram pontos de vista e interiorizaram valores.
Um trabalho admirável, apoiado e orientado por um grupo de jovens cineastas magnífico.



The Dream Team - os nossos cineastas preferidos!


Foto de Família!

(técnicos, animadores e delegações escolares)


Grupo da Alemanha


Grupo da França

Cenas da rodagem das curta-metragens


Vincent Franchellin



Cyril Andres

Gregory



WARUM?



L'ÉTRANGÈRE


Soirée de Portugal

é uma refeição portuguesa concerteza!


Hora da limpeza!!





... seguida da animação!





APRESENTAÇÃO PUBLICA DAS CURTA-METRAGENS

Todo o grupo de trabalho


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14 de julho de 2009

Festival d'Avignon



63.ª Edição,
de 7 a 29 Julho

Teatro, Música, Dansa, Cinema e Vídeo, Exposições, Circo, um pouco de todas as manifestações artísticas se podem encontrar em Avignon, no grande acontecimento anual que reúne gente oriunda de todos os cantos do globo.

As artes dramáticas dominam o acontecimento mas o carácter abrangente deste festival proporciona uma enorme multiplicidade de espectáculos para delírio dos quase 100.000 espectadores que se deslocam a esta cidade francesa no mês de Julho.

O Festival de Avignon tornou-se um marco cultural da civilização francesa, imprescindível para todos aqueles que admiram as artes do palco.

Criado em 1947 por Jean Vilar, celebra este ano a sua 63.ª edição


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" O Festival de Avignon é obra de Jean Vilar, que esteve no Pátio Principal pela primeira vez em 1947. Fez do Festival de Avignon, o Festival por excelência, onde um teatro exigente vem ao encontro do público, e cujo sucesso não se desmente. Os actores forjaram a legenda do Festival de Avignon: Jean Vilar certamente, mas também os actores da sua banda de teatro: Gérard Philippe, Jeanne Preto, Maria Casarès e muitos outros."



Para saber mais consultem os sites:

- http://www.festival-avignon.com/

- http://www.ambafrance.org.br/abr/label/label69/30.htm


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Rentrée Parlamento Europeu



Novo Presidente do Parlamento Europeu - Jerzy Buzek



O antigo primeiro-ministro polaco, Jerzy Buzek, foi hoje (14 de Julho) eleito em Estrasburgo presidente do «novo» Parlamento Europeu (PE), na sessão constitutiva da assembleia para a legislatura 2009-2014. Jerzy Buzek, de 69 anos, é o primeiro eurodeputado procedente de um país do leste a ocupar o posto de presidente do Parlamento Europeu.

in http://www.jornaldigital.com/noticias.php?noticia=18909



Ideias defendidas no seu discurso de tomada de posse:

" Les débats dans l’hémicycle sont le résultat de six mois de travail en commissions. C’est ce travail riche en débats qu’il va falloir rendre accessible aux citoyens européens"

« L’Europe ne peut pas être changée sans les citoyens, c’est pourquoi le contact avec vous (les medias) est si important (…) Je suis prêt à écouter les critiques, les reproches, les débats que vous allez lancer pour faire avancer les choses. »


Sobre o Tratado de Lisboa:
" il s’agit d’un outil essentiel dont doit se doter l’Europe. Sans cet outil, l’Union européenne éprouverait des difficultés à remplir les attentes des citoyens et à faire face aux défis mondiaux (crise démographique, changement climatique, relations avec les pays voisins…)"


Sobre o alargamento a outros estados membros:
« Les pays voisins frappent à la porte de l’UE, c’est le signe de sa réussite


Sobre a Sede do Parlamento Europeu:
« la décision du siège du Parlement revient au Conseil européen, j’aimerais par respect du droit qu’on en reste là pour cette question. »


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Guingamp - Grupo de Trabalho



Rencontre à Guingamp

Enquanto o dia D (de départ, evidemment!) não chega, vamos trabalhando com afinco na temática "Migrants" e preparando a Soirée Portugaise.
Para já o menu que pensamos apresentar:

Entrada:
- chouriça, folar e queijo da região;

Prato principal:
- salada de feijão frade com atum, ovo e molho verde;

Sobremesa:
- monte branco (receita gentilmente oferecida pela mãe de um dos participantes, Isabel Henriques.) Já experimentámos, uma delícia!!!

Para a animação da noite, impunha-se a apresentação quer do nosso país quer da nossa região aos nossos congéneres europeus.
Assim, está em fase de realização um filme com imagens englobando várias temáticas como seja a nossa geografia (regiões autónomas incluídas), a nossa história, passando pela cultura, pela política, pela gastronomia...
Este filme de apresentação servirá de base para o concurso que se organizará, em seguida, intitulado Brillant Minds. Para tal o Ivo Ferreira e o Francisco Marcos estão a preparar um excelente powerpoint onde questões com vários graus de dificuldade serão colocados às equipas europeias. Trabalho de profissional!!
As nossas meninas Angela e Manuela, pauliteiras de renome, estão a ensinar e ensaiar danças pauliteiras que demonstrarão na nossa Soirée Cultural. Os rapazes resistiram mas agora é vê-los brilhar no manuseamento dos artifícios a par das coreografias. Bailarinos de primeira.
A cargo do Filipe Henriques fica a demonstração da música do cavaquinho, qual Júlio Pereira no manuseio deste instrumento tipicamente português.

Vontade não nos falta, empenho e engenho muito menos!
Lá estaremos daqui a uma semana para aprender mas também para ensinar. Sobretudo para partilhar!


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Migrants chez nous

Testemunhos na primeira pessoa


Gisela, nacionalidade brasileira, há sete anos em Portugal.

Vivia em S. paulo, a cidade mais populosa du Brasil - 11. 016.703 habitantes (Portugal conta apenas com 10. 500.00).
Em S. Paulo a vida era demasiado stressante: levantava-se às 6h da manhã para estar no emprego às 9h e só chegava a casa por volta das 8h da noite. Depois a empresa onde trabalhava abriu falência.
Sair do país e partir para os Estados Unidos foi a primeira hipótese colocada mas os ataques terroristas às torres gémeas em Nova Iorque tornaram quase impossível a obtenção dos vistos necessários à entrada nos States.
Portugal foi a segunda opção.
Descendente de Portugueses ( a mãe era originária de Urrós), tinha cá família que nem sequer conhecia mas que a acolheram de braços abertos. O mesmo não aconteceu com o resto da população. A aceitação foi um pouco difícil. Viam-na com maus olhos, entenderam a sua integração no mercado de trabalho como uma ameaça. Acusavam-na de vir usurpar o lugar a muita gente da terra, com muitas necessidades económicas e a necessitar de rendimentos. A rejeição observava-se até na forma de tratamento. No início, raramente a chamavam pelo nome próprio, era quase sempre "Oh Brasileira!"

Hoje as coisas já são diferentes. Bem integrada na sociedade, trabalha numa empresa de distribuição de combustível e possui um salão de beleza. Clientela não lhe falta, sinónimo da plena e efectiva integração na sociedade. O marido e filho são acarinhados pela população e o filho já pouco sotaque brasileiro apresenta.

Regresso ao Brasil?
Já lá voltou várias vezes, com o filho, mas só de férias. O marido ainda não o fez.
Sentem-se bem por cá. Compraram apartamento, têm a vida bem organisada.
Talvez um dia, quem sabe...



Mariana Bolocom,
nacionalidade romena, 21 anos



Veio para Portugal por amor.
Um português conquistou-lhe o coração, com ele casou, por ele deixou a Espanha onde vivia com o pai. Antes disso conheceu a Bulgária, a Hungria, a França mas a Itália é o s
eu país de eleição.

A adaptação a Portugal não lhe foi difícil: a língua castelhana é semelhante ao português embora tenha uma certa relutância em falar a nossa língua. Já os costumes ... estranhou.

Vive numa aldeia, toda a gente se conhece, toda a gente fala de toda a gente. Fala-se do que se sabe e do que se não conhece... Mas não se sente discriminada - a recepção foi boa, as gentes do lugar aceitaram-na bem. Difícil é o nível de vida - muito caro para a maioria das pessoas, só quem tem dinheiro consegue viver satisfatoriamente. Talvez pelo seu percurso de vida, considera que os portugueses gastam mal o dinheiro. A nível cultural considera os portugueses bem formados.

Voltar para o seu país está fora de questão. Sente-se bem por cá e pretende continuar.



Mário Mar Mané,

nacionalidade guineense, 38 anos
(Não permitiu a divulgação da sua imagem)


Veio para Portugal por questões de saúde.

De início esteve em Lisboa onde encontrou emprego na construção civil. A empresa onde trabalhava trouxe-o até nós, até terras transmontanas. Bemposta é onde vive actualmente. Gosta de cá estar, acha as pessoas simpáticas mas tem dificuldades em as perceber: um dia mostram uma faceta no dia seguinte mostram-se diferentes; às vezes considera-as falsas... No entanto sente-se bem por cá.

Discriminação não sente contrariamente à capital onde sentiu na pele o peso da cor: quando andava de autocarro muita gente evitava sentar-se a seu lado, ou evitavam viajar na sua companhia.

Assegura que Portugal é um país mais xenófobo que os outros países europeus por onde andou - Austria, Alemanha e Suécia onde a cor da pele parecia ser insignificante. A adaptação à língua foi fácil: Guiné faz parte dos PALOP, uma das razões para a opção pelo nosso país. Além disso vive melhor cá que na Guiné: os ordenados são melhores, as condições de vida diferentes.

No entanto o seu grande sonho é voltar ao seu país Natal.


Por Angela e Manuela




1 de julho de 2009

Migrants en Images


Orgulho nos nossos imigrantes!

Muitas vezes desprezados, outras tantas ignorados, frequentemente rejeitados, quando se fala de imigrantes todos temos tendência a torcer o nariz: porque vêm roubar-nos os empregos, porque são fonte de vandalismo, de roubos, de crimes... bla bla bla.

A verdade é que muito poucas vezes damos possibilidade a estes imigrantes de mostrarem do que são capazes. Remetidos para trabalhos que a maior parte dos 'nativos' rejeita, resta-lhes a construção civil e outros serviços 'menos dignificantes' na concepção do português 'civilizado'.

Mas há outros que rompem estas barreiras e mostram ao mundo que são capazes de chegar mais longe. E nós, fechamos os olhos à sua condição de imigrantes, recebemo-los como heróis, aceitamo-los como nossos. Acabam-se os preconceitos quando se fala destes imigrantes!


Imigrantes que defendem as cores nacionais - aqui vão eles:

26 de junho de 2009

Imigrantes somos todos!


Um site extraordinário sobre uma temática cada vez mais pertinente e actual. Imperdível:
http://imigrantes.no.sapo.pt/




Portugal_Imigrantes_by_rodani


Imigrantes em Portugal em números (em 2006)

11 873 - manifestações de interesse das entidades patronais relativamente à mão de obra imigrante;

8 500 – quota de admissão de imigrantes entre 04 / 05

1.319 – n.º de pessoas imigrantes que aproveitam as vantagens da protecção social, nomeadamente o rendimento social de inserção

899 – (apenas) vistos de trabalho concedidos

2,3% - percentagemde população imigrante em Portugal, ou seja, 276.460 pessoas


Mais de metade dos estrangeiros residentes em Portugal, provém de países de
língua oficial portuguesa, com Cabo Verde e Brasil à cabeça.

As profissões mais representativas entre os estrangeiros que residem em
Portugal são as ligadas ao comércio e aos serviços, mas também às que
exigem - alternativamente- muitas ou nenhumas qualificações. Ao todo, são 99
mil pessoas ou 43% do total da população imigrante.

Envelhecimento da população e necessidade de pessoal qualificado pode ter
aqui uma boa resposta, sem despesas adicionais de Educação.



In Diário Económico
31-05-06



A.